quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Eliézer de Mello Silveira denunciou Luiz Mott ao Ministério Público Federal da Bahia: APOLOGIA DE CRIME DE PEDOFILIA. Luiz Motta, professor universitário, líder do movimento gay, petista, esquerdista, marxista e socialista da Universidade Federal da Bahia, agraciado por LULA por medalha, se orgulha de ter tido relações sexuais com mais de 500 homens, deve ir URGENTE PARA CADEIA POR FAZER APOLOGIA A PEDOFILIA. Um abismo chama outro abismo!

Eliézer de Mello Silveira denunciou Luiz Mott ao Ministério Público Federal da Bahia: APOLOGIA DE CRIME DE PEDOFILIA. Luiz Motta, professor universitário, líder do movimento gay, petista, esquerdista, marxista e socialista da Universidade Federal da Bahia, agraciado por LULA por medalha, se orgulha de ter tido relações sexuais com mais de 500 homens, deve ir URGENTE PARA CADEIA POR FAZER APOLOGIA A PEDOFILIA. Um abismo chama outro abismo!

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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Lewis y Bonhoeffer como modelos de vida universitaria

Lewis y Bonhoeffer como modelos de vida universitaria

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INSTITUTO DE EDUCAÇÃO E CULTURA REFORMADA

Reformar a Sociedade Brasileira através da Reforma da Educação
e Cultura a partir da Cosmovisão Cristã, Reformada e Calvinista.

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sábado, 27 de agosto de 2011

O ENDEUSAMENTO do Estado Laico – Dr. Ives Gandra

O ENDEUSAMENTO do Estado Laico – Dr. Ives Gandra
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Uma carta aberta aos professores Jerry Coyne e Richard Dawkins sobre a natureza da seleção natural

Uma carta aberta aos professores Jerry Coyne e Richard Dawkins sobre a natureza da seleção natural



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domingo, 21 de agosto de 2011

Escritos políticos de Dooyeweerd em revisão

Escritos políticos de Dooyeweerd em revisão
por Lucas G. Freire

A edição, inédita em português, de dois ensaios de Herman Dooyeweerd sobre teoria do Estado está em processo de preparação e revisão. Dooyeweerd, antes de filósofo, contribuiu (e muito) para o desenvolvimento da Ciência do Direito, a ponto de o famoso Hans Kelsen ter mudado de opinião no final de sua vida por conta da contribuição de Dooyeweerd.

O livro, além de indicar o contorno de uma teoria política séria e profunda fundamentada no motivo-base cristão, também contribuirá para o maior conhecimento da abordagem neocalvinista no contexto lusófono. Por conta de erros grotescos de tradução, o chamado “novo calvinismo” (new calvinism), que de calvinismo pouco ou nada tem, foi associado ao nome de Kuyper, Bavinck, Schilder, Dooyeweerd, Groen van Prinsterer e outros. Assim, o vetusto neocalvinismo, força motriz do grandioso desenvolvimento político e cultural holandês a partir da segunda metade do século XIX, tem sido injustamente criticado por conta de uma associação mnemônica superficial com o dito “novo calvinismo”.

Também contribui para a confusão geral o fato de teólogos ligados à tradição introspectiva (e, em alguns casos, hipercalvinista e hiperpactualista) holandesa terem, desde a era Kuyper, criticado a defesa neocalvinsta do cristianismo como uma cosmovisão que tudo abrange. Ocorre que tais textos foram traduzidos sem que antes se ouvisse a voz kuyperiana. Pior: traduzidos sem maiores explicações sobre o fato de serem derivados de uma agenda politico-eclesiástica específica, ligada aos debates eclesiológicos holandeses. Por conta de tradução e divulgação descontextualizada dessas críticas, o povo lusófono carece de uma clareza sobre o que significa entender o cristianismo como cosmovisão.
O melhor a fazer é ler os textos (tando de um lado como de outro) nos seus respectivos contextos. Enquanto isso, simplesmente afirmo que, se cremos que o cristianismo tem algo a dizer sobre a política, devemos ler com avidez o que outros cristãos reformados, confessionais e intelectualmente privilegiados disseram no passado, em vez de tentar reinventar a roda através, ironicamente, do plágio escolástico que prevalece nos nossos meios.

Fonte: http://neocalvinismo.wordpress.com/2011/03/26/escritos-politicos-de-dooyeweerd-em-revisao/


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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

A desonestidade científica de Ulisses Capozzoli: 171 epistêmico sobre o status de teorias científicas no contexto de justificação teórica

A desonestidade científica de Ulisses Capozzoli: 171 epistêmico sobre o status de teorias científicas no contexto de justificação teórica

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quinta-feira, 21 de julho de 2011

Não esqueça desta história verdadeira, ensine aos seus filhos os efeitos da ideologia socialista nazista evolucionista niilista!


como foi previsto há cerca de 60 anos...
Por favor, leia até ao fim!
cid:9D6D947194A94EF695415B8903BC53CE@AlbertoPC

É uma questão de História lembrar
que quando o Supremo Comandante
das Forças Aliadas
(Estados Unidos, Grã-Bretanha,

França, etc.),
General Dwight D. Eisenhower

encontrou as vítimas dos campos
de concentração, ordenou que fosse 
feito o maior número possível de fotos
e fez com que os alemães das cidades 
vizinhas fossem guiados até aqueles
campos e até mesmo enterrassem
os mortos.

cid:BBE933BB45CA415F81AE5EBF80851F44@AlbertoPC

E o motivo, ele assim explanou:
'Que se tenha o máximo de documentação

- façam filmes - gravem testemunhos -
porque, em algum momento ao longo
da história, algum idiota se vai erguer
e dirá que isto nunca aconteceu'.
'Tudo o que é necessário para o triunfo

do mal, é que os homens de bem nada
façam'. (Edmund Burke)


cid:8AA06EE837B14B229E8C5D0A4E85E12F@AlbertoPC



cid:1B8A2F52D5EA4A90AE4FD57A20F53649@AlbertoPC
Relembrando:


Há poucos dias, o Reino Unido removeu

o Holocausto dos seus currículos
escolares porque 'ofendia' a população
muçulmana, que afirma que o Holocausto
nunca aconteceu...

cid:026531DBE26944FCADC99E1D5F1B4410@AlbertoPC

Este é um presságio assustador
 sobre o
medo que está a atingir o mundo e o quão
  facilmente
 cada país,
se está a deixar levar.
Estamos a mais de 60 anos do término

da Segunda Guerra Mundial.

cid:AEB9C65CE0644DF5A11A1F35B843A4F7@AlbertoPC

Este email está a ser enviado como
um alerta, em memória dos 6 milhões
de judeus, 20 milhões de russos,
10 milhões de cristão, 1900 padres católicos

e muitas Testemunhas de Jeová, resumindo;
(SERES HUMANOS)
que foram assassinados, massacrados,

violentados, queimados, mortos à fome
e humilhados, enquanto Alemanha e
 Rússia olhavam em outras direcções.

cid:0067332CB9624A0291C06AFBAE18BC58@AlbertoPC

Agora, mais do que nunca com o Irã,

entre outros, sustentando que o
'Holocausto é um mito', torna-se
imperativo fazer com que o mundo
jamais esqueça.
A intenção de enviar este email, é que

ele seja lido por, pelo menos, 40 milhões 
de pessoas em todo o mundo.

Seja você também ciente e ajude a enviar

o email para todos, quantos forem possíveis.
Traduza-o para outras línguas se for o caso!

cid:1C4E1E87517248168ED3A08654BC017F@AlbertoPC

Não o apague.


cid:57895BAB476A4097948DE19A1A64A653@AlbertoPC

Vai gastar apenas um minuto
do seu tempo a reencaminhá-lo.

cid:C0A3CD15A0E7480AA93ED90B4D84EFBA@AlbertoPC

Talvez você possa estar
pensando que são imagens
demasiado fortes para
repassar aos seus amigos!
Mas elas são reais

e a
verdade nunca deve ser
escondida e os inocentes
jamais esquecidos!


Muito Obrigado!

Fonte: http://luis-cavalcante.blogspot.com

VÍDEOS: Seja Politicamente Incorreto!

VÍDEOS: Seja Politicamente Incorreto!

VÍDEO 1





VÍDEO 2





VÍDEO 3




Fonte: http://luis-cavalcante.blogspot.com

Palestra "A liberdade e seus inimigos".

Palestra "A liberdade e seus inimigos".



Fonte: http://luis-cavalcante.blogspot.com

sábado, 9 de julho de 2011

As bases Darwinistas do Nazismo

As bases Darwinistas do Nazismo




O documentário abaixo é uma resposta à nova onda de ateísmo mundial. Dirigido por Nathan Frankowski e produzido por Ben Stein "EXPELLED - No Intelligence Allowed" (Expulso - Inteligência não é permitida), o filme mostra a perseguição que alguns cientistas têm sofrido por não endossarem mais a teoria do Evolucionismo e traz à tona a clara ligação entre darwinismo e o que se praticou no período Nazista.
 
 
 
Vídeo disponível no link abaixo:
 
Divulgação e Apoio:
 
ICER - INSTITUTO DE CULTURA E EDUCAÇÃO REFORMADA
 
 

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Abriram as Inscrições para o Congresso de Psicologia e Cristianismo no Mackenzie!

Abriram as Inscrições para o Congresso de Psicologia e Cristianismo no Mackenzie!


O Mackenzie vem oferecendo há vários anos congressos internacionais de grande porte onde são tratados temas relevantes para a comunidade acadêmica e para o público em geral. Nestes congressos procura-se abordar os assuntos do ponto de vista da confessionalidade cristã reformada do Mackenzie em diálogo com outros olhares e entendimentos.

Este Congresso sobre Psicologia e Cristianismo segue esta linha de abordagem. Os principais palestrantes, Dr. David Powlison e Dr. Eric Johnson, são doutores formados em universidades seculares na área de psicologia, e tratarão do tema do ponto de vista cristão. Outros palestrantes, igualmente preparados, lançarão um olhar secular e crítico sobre esta relação entre fé e psicologia.

É um momento inédito, em que uma Universidade de grande porte e renome encara o assunto Psicologia e Cristianismo pelo viés cristão sem perder o diálogo com outras abordagens do tema.

As inscrições já estão abertas. CLIQUE AQUI para se inscrever e para mais informações.

As palestras serão transmitidas ao vivo pela internet e ficarão disponíveis para download gratuito após o evento.

Fonte: http://tempora-mores.blogspot.com/2011/07/abriram-as-inscricoes-para-o-congresso.html
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Divulgação: http://luis-cavalcante.blogspot.com

Apoio:

FRENTE BÍBLICA E POLÍTICA DE UNIDADE de Cristãos, Reformados, Calvinistas, Puritanos, Evangélicos, Teonomistas e Pentecostais para Orientação e Organização Política e Estabelecimento da Moral nas Eleições de 2012 e 2014 no Estado de São Paulo.
http://educacaoeculturareformada.blogspot.com/2011/07/frente-biblica-e-politica-de-unidade.html

quarta-feira, 25 de maio de 2011

A Alma da Ciência - Nancy R. Pearcey e Charles B. Thaxton

Sinopse

"Considero a Alma da Ciência como o livro mais significante que, em nossa era científica, deveria ser lido por todos os cristãos que pensam e por todos os cientistas. Os autores demonstram como o desabrochar da moderna ciência dependeu da cosmovisão judaico-cristã da existência de um universo real, físico e contingente, criado e sustentado por um Deus pessoal onipotente, com o ser humano possuindo as capacidades da racionalidade e da criatividade, sendo assim capaz de investigar esse universo. Pearcey e Thaxton fazem excelente uso de analogias para elucidar conceitos difíceis. A clareza de suas explicações para leigos, por exemplo da teoria da relatividade de Einstein ou sobre o conteúdo informacional do DNA e suas conseqüências para as teorias da evolução prebiótica, são excepcionais.

Dr. David Shotton, professor de Biologia Celular
Departamento de Zoologia, Universidade de Oxford

"Pearcey e Thaxton demonstram que a aliança entre ateísmo e ciência é uma aberração temporária e que, longe de haver sido inimigo da ciência, o teísmo cristão desempenhou e continuará a desempenhar um importante papel no crescimento da compreensão científica. Este brilhante livro merece ser amplamente lido."

Phillip E. Johnson
Universidade da Califórnia, Berkeley

Nancy Pearcey é uma escritora científica e editora colaboradora do Pascal Centre for Advance Studies and Faith.

Charles Thaxton tem Ph.D. em Química e fez pós-doutorado em História da Ciência em Harvard.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

A Esfera Histórica na Filosofia Reformacional por Guilherme de Carvalho

Sobre a esfera analítica temos a esfera histórica. A história é realizada por pessoas capazes de pensar logicamente, não existindo história entre animais e vegetais. Isso indica que a ela é uma esfera pós-analítica. Além disso, a história é feita por pessoas capazes de realizar ações resultantes de julgamento racional e livre escolha. As aves constroem ninhos desde antes do seres humanos, mas sua ação se baseia no instinto animal, não envolvendo planejamento racional nem intencionalidade. Por isso as ações de animais se dão dentro de uma estrutura bastante estática, sem produção de cultura ou desenvolvimento de cultura. Já as ações humanas refletem um poder criativo, de transcender as estruturas presentes de vida e constituir novas estruturas de modo intencional, gerando um processo dinâmico de desenvolvimento cultural.

O momento nuclear da esfera histórica não é, como muitas vezes se pensa, a transformação ou mudança. Como observa SPIER, a mudança se origina na esfera físico-energética, como produto da interação entre entidades. Considerar a história como sendo meramente a mudança dentro do tempo colocaria eventos como a história da floresta Amazônica, ou do sistema solar, ou da formação dos continentes no mesmo nível da história humana, o que percebemos intuitivamente ser improdutivo. História humana e história natural são realidades distintas.

Mas o que seria exatamente a história? Fica mais fácil responder quando percebemos que nem todo acontecimento ou ato humano é histórico. Todos os dias o brasileiro almoça por volta das 12 horas. Isso não é um acontecimento histórico. Mas quando a nação se uniu pelo Impeachment do presidente Fernando Collor, tivemos um acontecimento histórico, por que esse acontecimento influenciou decisivamente a vida e a cultura da nação brasileira. Desse modo, o histórico é aquilo que molda ou constitui uma cultura alterando-a estruturalmente. O momento nuclear da modalidade histórica seria assim o poder formativo, ou a formação cultural. Justamente esse núcleo distingue a “história natural” da história humana. Na definição de Dooyeweerd: “A formação controlada de uma certa aptidão, estrutura ou situação tornando-a algo que não poderia ter vindo a existir de outra forma. É a realização livre e normativa de uma coisa dentro do processo da cultura.”

A esfera histórica precede as esferas da linguagem, da sociedade, da economia, da estética, da justiça, da ética e da fé. Todas elas, por conseguinte, contém em seu substrato o momento do poder formativo. A linguagem é formada, bem como as formas sociais, os padrões estéticos, as leis, a ética. A própria fé tem um momento de formação. Existe portanto um núcleo de verdade na frase “tudo é história”. De fato, cada objeto, ação humana, evento, instituição social e produto cultural tem um aspecto histórico que “quebra a condição estática da existência e o ciclo monótono das coisas naturais, dando à existência humana a forma do desenvolvimento linear.”

Mas se dissermos que “tudo é história”, isso não implicaria que não há qualquer absoluto dentro da cultura humana? O surgimento no século XIX da consciência histórica, como vemos no pensamento de RANKE, HEGEL e DILTHEY, envolveu uma grande crise epistemológica. O problema que surgiu era justamente a possibilidade de qualquer estrutura normativa ou universal na experiência humana. Será que tudo o que existe em nossa cultura, num determinado momento, é meramente um resultado da criação humana livre, dentro de certa etapa do processo histórico? Se assim for, cairíamos num fluxo constante de transformação no qual a verdade é apenas o processo, e tudo o que é verdadeiro hoje não será mais amanhã. É desnecessário dizer que tal perspectiva nos levaria à negação da realidade de qualquer revelação divina intra-histórica, uma vez que tudo o que é intra-histórico é relativo; Jesus Cristo não poderia ser considerado o clímax da revelação de Deus.

Essa absolutização, que considera todas as dimensões da experiência humana como meras construções históricas, frutos do poder formativo do ser humano sobre sua própria cultura, denomina-se historicismo:

“O historicismo radical faz do ponto de vista histórico aquele todo-abrangente, absorvendo todos os outros aspectos do horizonte da experiência humana. Mesmo o centro religioso da experiência humana, o ego humano ou o “eu” (selfhood), é reduzido ao fluxo dos momentos históricos da consciência. Todos os nossos padrões científicos, filosóficos, éticos, estéticos, políticos e religiosos, bem como nossas concepções são vistos como a expressão da mente de uma cultura ou civilização particular. Cada civilização tem se levantado e caído no curso todo-abrangente do desenvolvimento histórico. Uma vez que sua florescência termina, ela está destinada ao declínio. E é meramente uma ilusão dogmática pensar que o homem poderia ser capaz de ver seu mundo e sua vida de outro ponto de vista que não seja histórico. A história não tem janelas para a eternidade. O homem está completamente contido por ela e não pode se elevar a um nível supra-histórico de contemplação. A história é ser total e o fim total da existência humana e de suas faculdades de experiência. E tudo isso é governado pelo destino, o inescapável Fado.”

É um erro no entanto absolutizar a dimensão histórica da experiência de tal modo que não somente a positivização humana das normas modais seja considerada um produto histórico, mas também que a própria crença na existência de tais normas seja considerado um mero produto transitório dentro do processo histórico. Dizer que “tudo é história” no sentido de que tudo tem uma dimensão histórica, é algo bem diferente de dizer que “a história é tudo”, como se tudo fosse meramente construído pelo homem. O erro dessa concepção é visível, em primeiro lugar, (1) quando nos lembramos que toda absolutização de uma esfera da experiência ocorre quando elevamos uma síntese do aspecto lógico com um não-lógico (no caso, o histórico) à condição de arché, isto é, de princípio originante e normativo de todo o cosmo. O historicismo desconsidera que o próprio conceito de história, sendo um conceito teórico, é fruto de abstração, não correspondendo ontologicamente, portanto, à realidade concreta. O conceito de história é um produto intelectual, devendo sempre manter o caráter relativo de todos esses produtos. Forçar uma sujeição da própria realidade concreta a uma teoria limitada da realidade é contraditório. (2) Uma vez que toda absolutização do relativo envolve uma contradição interna, devemos destacar que o próprio conceito historicista de cultura é fruto de um determinado processo histórico, vindo à luz com a crise do iluminismo e o impacto do movimento romântico. Se o historicismo é verdadeiro para toda a história, então toda concepção teórica e relativa ao momento histórico. Mas o próprio historicismo é uma concepção teórica relativa, pois surgiu dentro da história; nesse caso, ele não pode ser verdadeiro para toda a história. Vemos assim, que o historicismo é uma teoria auto-referencialmente incoerente, isto é, implica em sua própria negação. (3) O historicismo gera também antinomias intermodais. Ele implica, por exemplo, que não podemos usar as leis da lógica para explicar fatos passados, pois as leis da lógica são relativas à história. Isso tornaria impossível a conceptualização da experiência histórica e a constituição de qualquer ciência histórica verdadeira. (4) Mais óbvio ao senso comum é o fato de que há estruturas na experiência humana que são universais. Assim, o sentimento do numinoso, a moralidade (não importa de qual tipo), a linguagem e a família biológica aparecem de modos diferentes em diferentes contextos, mas sempre aparecem, como dimensões fundamentais da existência humana. Se tudo fosse meramente “construído”, não haveria qualquer semelhança entre diferentes culturas. (5) Finalmente, a análise modal das ações humanas revela que elas são multidimensionais. Não existe ação que seja puramente histórica. Além da base formativa, as ações humanas mostram-se nas outras modalidades, tendo caráter jurídico, estético, econômico, fiduciário, etc.

Do fato de que a história é realizada por meio do poder formativo do homem, segue-se que nem todo indivíduo tem o mesmo poder de moldá-la. A história é feita primariamente por aqueles indivíduos que possuem poder histórico. Líderes da vida nacional, educadores, líderes eclesiásticos, economistas e cientistas que lideram o desenvolvimento cultural e alteram as estruturas da vida humana podem ser chamados de “personagens históricos” nesse sentido. Isso, naturalmente, não significa que as pessoas comuns estão fora do processo histórico; os líderes culturais só tem impacto porque outras pessoas se sujeitam a esse impacto. Além disso, um líder numa esfera da cultura pode ser um seguidor em outra. Portanto, de um modo ou de outro, todo indivíduo participa da história exercitando poder formativo.

O chamado para formar a história é um chamado divino, dado a toda a raça humana e também ao indivíduo, onde quer que ele esteja. Esse chamado repousa sobre o fato de sermos portadores da imagem de Deus, sendo assim capacitados a atuar de forma criativa, expressando por meio do trabalho a natureza criativa de Deus. Mas sua declaração explícita se encontra em Gênesis 1.28, quando Deus ordena ao homem que “encha a terra e a domine”, atuando no ofício de rei da terra. O chamado divino à formação da história pelo trabalho é geralmente denominado mandato cultural.

Devido à queda, foi introduzida no mundo uma antítese entre o homem natural, por um lado, e Deus, juntamente com os regenerados, por outro lado. A antítese se manifesta dentro da história na constituição de diferentes padrões e eventos culturais que refletem ou o espírito do mundo, ou o espírito de Deus. A atuação do espírito do mundo no homem natural produziu a cidade do mundo, ou civitas mundi, e a atuação divina gerou a civitas Dei. Essas duas comunidades humanas se misturam na terra mas cada uma exercita o poder cultural conforme o espírito que a anima. Assim os cristãos são chamados a seguir o Espírito de Deus e aplicar os princípios cristãos no exercício do poder cultural, para expressar na história a presença do Reino de Deus. O poder histórico, que muitos cristãos chegam a alcançar, deve ser considerado um “poder vocacional”, que implica uma tarefa para a pessoa que detém o poder. E o impacto do Reino de Deus no mundo depende da existência de indivíduos com poder cultural que moldam a história sob o poder do Reino.

Se passarmos a discutir o law-side da esfera histórica a primeira coisa a fazer é tentar identificar os princípios normativos aos quais os formadores históricos estão sujeitos, e que eles positivizam em sua ação formativa. (1) O primeiro princípio é o princípio do trabalho cultural, o chamado para dominar e formar os objetos naturais da criação, por meio da atividade técnica. Quanto a isso, Marx corretamente descreveu o ser humano como homo faber. (2) Outro princípio é o princípio da continuidade, o progresso ininterrupto do desenvolvimento cultural. O formador da história não pode ignorar o passado e buscar fazer algo completamente novo. Ninguém cria algo completamente novo, exceto Deus. Não há, portanto, ação histórica que não esteja inserida no fluxo linear da história humana. (3) Uma terceira norma é o princípio da integração, que se expressa na atualização e expressão daqueles recursos que Deus colocou no mundo como potenciais de produção. A progressiva recuperação desses potenciais e agregação ao capital cultural do homem torna possível uma cultura cada vez mais rica. (4) Ao lado do princípio de integração estão os princípios de diferenciação e individualização. Essas normas estimulam o desvelamento da tendência individual de pessoas, grupos humanos e nações inteiras, na constituição de estruturas culturais mais ou menos complexas.

Sendo a esfera histórica uma esfera normativa, os princípios históricos precisam ser positivizados, isto é, aplicados concretamente em todos os relacionamento humanos que tem um aspecto histórico. Isso significa que esses princípios tanto podem ser corretamente aplicados, como podem ser desobedecidos. A atitude reacionária, por exemplo, que valoriza o passado e se opõe a todo e qualquer progresso cultural, impede o enriquecimento da cultura, a reforma social e o cumprimento do mandato cultural. A atitude revolucionária, que nega totalmente o passado e busca um “novo começo” também é anti-normativa, quando leva o homem a romper totalmente com o passado e rejeitar conquistas culturais valiosas em nome de um ideal utópico.

A esfera histórica também apresenta analogias. A diversidade e pontualidade de acontecimentos históricos é uma analogia retrocipativa numérica. A noção de “espaço histórico”, ou de “esfera cultural” é uma analogia espacial. O movimento histórico é uma analogia retrocipativa cinética. A relação de causalidade na história é uma analogia físico-energética. A noção de desenvolvimento ou progresso histórico é uma analogia sutilmente diferente da noção de movimento histórico, pois envolve a presença de uma evolução orgânica, consistindo numa analogia biótica. A noção de “senso histórico” é uma analogia psíquica, e a de “lógica da história” (incluindo aqui a positivização filosófica das normas históricas) é uma analogia analítica. Os símbolos culturais (estátuas, documentos, etc) são analogias antecipatórias da esfera lingüística. O tempo cósmico se expressa nessa esfera nos períodos históricos, conforme o domínio de um determinado motivo cultural. A ciência histórica estuda, não somente a “esfera histórica”, mas toda realidade humana sob o ponto de vista histórico.

Por Guilherme de Carvalho - Extraído da apostila INTRODUÇÃO À FILOSOFIA CRISTÃ - Uma Introdução à Filosofia na Tradição Reformacional

O QUE É A FILOSOFIA REFORMACIONAL? por Guilherme de Carvalho

I. O QUE É A FILOSOFIA REFORMACIONAL?

Primeiramente, é claro, precisamos saber o que é filosofia. Mas há tantas definições de filosofia quanto existem filósofos; cada um tem um projeto filosófico diferente tornando quase impossível uma definição universal de filosofia. Isso, por um lado, não nos impede de fazer tentativas para encontrar algo comum às diversas filosofias. Por outro lado, nos dá liberdade para fazer novas propostas.

De um modo geral, podemos dizer que uma tarefa básica da filosofia é a crítica. No tempo dos Sofistas e de Sócrates, foi posto no centro da filosofia o questionamento, a pergunta crítica. Não se trata aqui apenas da pergunta pelo saber, como encontramos na ciência moderna, mas a pergunta crítica pelo saber; a pergunta que se volta sobre as respostas e as tornam objeto de perguntas. Foi assim que Sócrates nos ensinou a filosofar.

Mas antes dele, os pré-socráticos perguntavam sobre o cosmo. Eles queriam saber qual a sua estrutura, sua constituição básica. Essa pergunta pela totalidade, pelo sentido total do cosmo, utilizando a razão é mais antiga que Sócrates, e foi através dela que a filosofia ocidental teve início.

De um modo ou de outro, mesmo quando estamos ocupados com a crítica de qualquer coisa, o fazemos a partir de uma visão de mundo, e esse ponto de partida deve, finalmente, ser objeto de análise e compreensão. Ninguém crítica a partir do “nada”; para colocar algo “entre parêntesis” e realizar uma análise, é preciso ter algo “fora” dos parêntesis; é preciso um sistema para realizar a análise, uma base de comparação.

Origens da Filosofia Reformada

A filosofia reformada ou reformacional, é um movimento que teve origem na Holanda, no início do século XX, através do trabalho de Herman Dooyeweerd e de seu cunhado, D. T. H. Vollenhoven. Ambos foram professores na Universidade Livre de Amsterdam, e desenvolveram sistemas de filosofia cristã inspirados no pensamento neo-calvinista de Abraham Kuyper, teólogo, jornalista, e estadista cristão holandês. A característica básica do pensamento reformacional é a negação de toda autonomia humana em relação a Deus. Kuyper disse certa vez que “não há um único centímetro, em todos os departamentos da vida humana, sobre o qual Cristo, o Senhor de todos, não diga: é meu”. Segundo Kuyper, o cristianismo não seria um “culto” ou uma “doutrina”, meramente, mas um sistema total de vida e pensamento, uma “biocosmovisão”. Com essa compreensão ele dedicou sua vida à reforma da vida cultural holandesa a partir do evangelho.

Influenciados pelo ideal de Kuyper, um sem-número de intelectuais, filósofos, cientistas e políticos cristãos dedicaram-se a reformar a cultura. Dooyeweerd e Vollenhoven dedicaram-se à filosofia, procurando empreender uma ampla reforma do pensamento teórico. Esses filósofos perceberam que o domínio do humanismo sobre a intelectualidade ocidental precisava ser quebrado, se o cristianismo pretendesse se articular como um sistema total de vida, e isso não seria possível se os cristãos continuassem lutando com as mesmas armas do inimigo, utilizando sistemas filosóficos contrários à cosmovisão cristã. Assim dedicaram-se à reforma radical do pensamento teórico, procurando reconstituir a filosofia desde suas bases, de forma coerente com a cosmovisão Bíblica. Surgiu assim a filosofia reformacional, distinguindo-se da filosofia humanista e da filosofia escolástica católica, comprometida com a correção permanente do pensamento a partir do evangelho.

Kuyperianismo e Filosofia

A perspectiva Kuyperiana ofereceu uma orientação bem definida para a filosofia cristã. Em primeiro lugar, naturalmente, mostrou a necessidade de uma nova crítica do pensamento filosófico. A filosofia ocidental ignora a crença em Deus sistematicamente, não simplesmente negando sua existência, mas evitando pressupor essa existência ao tratar dos problemas filosóficos, isto é, considerando-o irrelevante para a filosofia. Uma vez que na perspectiva bíblica todas as dimensões da vida devem operar Coram Deo, diante de Deus, esse estado de coisas é inaceitável ao cristão, não somente porque não está de acordo com a sua religião, mas porque não está de acordo com a estrutura da própria realidade!

Portanto, é necessária uma nova crítica de tudo o que a mente secular tem produzido desde os gregos.

Mas, além disso, é preciso lembrar, não há crítica sem ponto de partida, sem visão de mundo. Isso implica, portanto, a necessidade de articular uma visão de totalidade, procurando explicar racionalmente a estrutura básica do cosmo, e localizando, inclusive, o lugar da razão no cosmo. Uma das características mais importantes do pensamento reformacional é esse compromisso com uma explicação da totalidade do cosmo.

E aqui se encontra a principal contribuição do pensamento Kuyperiano para o cristianismo contemporâneo: a idéia de tomar a cosmovisão cristã não como o resultado de uma reflexão filosófica e científica, para convencer os incrédulos usando a cosmovisão deles, mas como o ponto de partida para realizar toda reflexão filosófica e científica, trazendo os incrédulos para a nossa cosmovisão. Afinal de contas, para salvar alguém num barco furado, é muito melhor trazê-lo para o nosso barco, do que entrar no barco dele para ajudá-lo a tirar a água! Essa nova perspectiva é geralmente denominada pressuposicionalismo.

A proposta filosófica dos gregos, tanto em seu estágio mais primitivo, “cosmológico”, como em sua forma “socrática”, não está errada do ponto de vista formal. Sua falha está no dogma da autonomia religiosa da razão. Esse dogma foi adotado no pensamento humanista moderno e contemporâneo, sendo pressuposto acriticamente pela maior parte dos pensadores seculares – e até pelos cristãos! Kuyper e Dooyeweerd desafiaram esse dogma ao sustentar que a filosofia pode e deve ser conduzida pelos cristãos trocando a centralidade da razão pela centralidade da religião.

Nosso Caminho

Nosso caminho nesse estudo será a apresentação da filosofia reformacional, desenvolvida por pensadores reformados a partir da cosmovisão bíblica expressa no pensamento de AGOSTINHO, CALVINO e ABRAHAM KUYPER. O estudo será basicamente uma exposição do pensamento de HERMAN DOOYEWEERD, o principal filósofo reformado do século XX, mas tomaremos liberdades apresentando idéias de outros filósofos e também algumas idéias próprias. A primeira parte trata da crítica transcendental do pensamento teórico; a segunda oferece uma apresentação sistemática da filosofia reformacional. Ao fim do estudo o leitor tem um apêndice com alguns trechos de Dooyeweerd em inglês e um glossário de filosofia reformacional.

Extraído da apostila INTRODUÇÃO À FILOSOFIA CRISTÃ - Uma Introdução à Filosofia na Tradição Reformacional

Bibliografia da História da Arte e Estética Reformacional

Art and aesthetics Craig Bartholomew 1994. “'Dominion’ as a Key to Understanding Art,” in Venster op Die Kunste: Christelike Perspektiewe/ A Window on the Arts: Christian Perspectives (Potchefstroom: IRS, 1994), 41-57.

Hilary Brand and Adrienne Dengerink Art and Soul: Signposts for Christians in the Arts Piquant, 2001.

Adrienne [Dengerink] Chaplin , 'Past the Post: Post-modernist Art and Beyond,' Third Way (March 1988) 14-16

Adrienne Dengerink Chaplin 'What's the point?' Summer reading and the arts Comment 2007.

Duncan Roper

'The gospel, art and aesthetic theory'. Issues Number 6, November 1990.

'Aesthetics, art and education: a Christian look at art' (1980) [pdf] No Icing on the Cake: Christian Foundations for Education (ed. Jack Mechielsen) (Brookes-Hall Publishing Foundation, 1980)

'Aesthetics, art and education: consequences for curriculum' (1980) [pdf] No Icing on the Cake: Christian Foundations for Education (ed. Jack Mechielsen) (Brookes-Hall Publishing Foundation, 1980)

'A Christian Look at Educating Art & Aesthetics' (Sept 1978) [pdf]

Hans Rookmaker

Art Needs no Justification (IVP, 1978) on-line version Modern Art and the Death of a Culture (IVP, 1970) Marleen Hengelaar-Rookmaaker (editor) The Complete Works of Hans R. Rookmaaker (Piquant, 2002/3) vols 1-6:

1. Art, Artists and Gauguin

2. New Orleans Jazz, Mahalia Jackson and the Philosophy of Art

3. The Creative Gift, Dürer, Dada and Desolation Row

4. Western Art and the Meanderings of a Culture

5. Modern Art and the Death of a Culture

6. Our Calling and God’s Hand in History


Richard and Janice Russell The darkening West: a study in contemporary art and philosophy (available from CSU here.)

Calvin Seerveld Seerveld's books are available from Tuppence Press (in North America) and the Christian Studies Unit (in the UK) and Piquant (in the UK) Rainbows for a Fallen World. Toronto: Tuppence Press, 2005 Bearing Fresh Olive Leaves: Alternative Steps in Understanding Art Piquant 2000.

The gift of artistry - God's clothing for human life

Creativity [pdf] Big Picture 1 (3) (Trinity 1999): 5-6, 31-32.

Vollenhoven's legacy for art historiography. Philosophia Reformata 58(1983): 49-79.

Towards a cartographic methodology for art. J. Aesthetics and Art Criticism 39 (2) (1980): 143-154.

•'Two Writers Engage in Rainbow Action: Nick Looks at Cal; Cal Looks at Nick' in Vanguard 10.6 1980 4, 5 and 18

On Seerveld:

Gregory Baus Seerveld’s Hineinlebenshaltung

Lambert Zuidervaart and Hernry Luttikhuizen eds., Pledges of Jubilee. Grand Rapids: Eerdmans, 1995

Lambert Zuidervaart, Artistic Truth: Aesthetics, Discourse, and Imaginative Disclosure. Cambridge University press, forthcoming.

Lambert Zuidervaart and Henry Luttikhuizen, eds., The Arts, Community and Cultural Democracy (St. Martin's, 2000)


Fonte: http://www.allofliferedeemed.co.uk/furtherinformation.htm#313450101

quarta-feira, 23 de março de 2011

A Historiadora JAQUELINI SOUZA - é a nova COORDENADORA CIENTÍFICA do Grupo de Estudos de HISTÓRIA REFORMACIONAL do ICER.

A Profa. Jaquelini Souza é Historiadora pela Universidade Regional do Cariri/CE e Mestranda em Ciências da Religião pela Universidade Presbiteriana Mackenzie/SP, professora da Escola Bíblica Dominical da Igreja Presbiteriana do Brasil em Iguatu/CE.  É a nova COORDENADORA CIENTÍFICA voluntária do Grupo de Estudos de HISTÓRIA REFORMACIONALhttp://historiareformacional.blogspot.com – ligada a ONG cristã-calvinista: ICER – Instituto de Cultura e Educação Reformada – http://educacaoeculturareformada.blogspot.com.

Pressupostos Filosóficos e Referencial Teórico:

- Identificação teórica com a Stichting voor Christelijke Filosofie / Association for Reformational Philosophy (Holanda) - http://srw.webadres.nu/index.php  - e seu veículo principal, a revista PHILOSOPHIA REFORMATA - http://www.philosophia-reformata.org/content/home . Hermenêutica Reformacional Criação-Queda-Redenção;

- Absorção epistemológica TEO-REFERÊNCIA do CPAJ - Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper / Instituto Presbiteriano Mackenzie – http://www.mackenzie.br/;

- Desenvolvimento da tradição filosófica reformada neo-calvinista na realidade social brasileira a partir do debate da AKET – Associação Kuyper de Estudos Transdisciplinares –  www.aket.org.br  / L'Abri Brasil http://www.labri.org/brazil/index.html;

- Contribuição da Nova Epistemologia Reformada de ALVIN PLANTINGA - http://alvinplantinga.blogspot.com/ e NICHOLAS WOLTERSTORFF - http://nicholaswolterstorff.blogspot.com/;

Propósito:

Formar uma “Escola de Pensamento Historiográfica” de excelência, fundamentados em uma epistemologia reformada e reformacional.

Missão:

- Ser uma sociedade científica produtiva, desenvolvendo-se como uma corrente filosófica, metodológica e historiográfica de alto nível acadêmico, superando todos os elementos reducionistas do naturalismo filosófico na compreensão e ensino de história.

Objetivos 2011 até 2021:

1. Criação da ABRAHIR – Associação Brasileira de História Reformacional;
2. Criação e Divulgação da Revista Científica HISTÓRIA REFORMATA;
3. Criação e manutenção do Prêmio Científico de História para Monografias, Comunicações Científicas, Dissertações e Teses sobre a HISTÓRIA REFORMACIONAL.
4. Um grupo de estudos em HISTÓRIA REFORMACIONAL em cada faculdade de história no Brasil e língua portuguesa.
5. O reconhecimento da disciplina HISTÓRIA REFORMACIONAL em todos os cursos de história no Brasil e países de língua portuguesa.
6. Cursos e Seminários da História da Igreja Cristã e Reformada nas comunidades cristãs.
7. Desenvolvimento de cursos online, publicação de livros e divulgação da ABRAHIR.

Princípio Metacategorial do Historiador Reformacional:

- JESUS CRISTO é o FUNDAMENTO e o SENHORIO Epistemológico - (Gn. 1:1; I Co. 3.11; II Co. 10:4-5; Col. 2:3; PV.1:7);


Prof. Luis Cavalcante
Fundador e Coordenador do ICER - Instituto de Cultura e Educação Reformada
E-mail: prof.luiscavalcante@bol.com.br

terça-feira, 22 de março de 2011

A HISTÓRIA FEITA À PARTIR DE UMA VISÃO REFORMADA pela Profa. Jaquelini Souza


INTRODUÇÃO

Segundo Bloch a História é a ciência dos homens no tempo, (BLOCH,2002: 55). Esta, que pode ser considerada a mais humana das humanas, só ganhou status de ciência apenas no século XIX, e de lá para cá historiadores e filósofos da história tentam compreendê-la e criar novos métodos que além de facilitar seu estudo, sejam mais completos para as novas exigências epistemológicas.

Pensando nisto, um grupo de cientistas sociais, dentre eles historiadores é lógico, da Universidade Livre de Amsterdã vem desenvolvendo uma nova maneira de pensar a História, através de uma cosmovisão reformada. Um grupo de estudantes do curso de Mestrado em Ciências da Religião da Universidade Presbiteriana Mackenzie aceitou o desafio de trazer essas idéias para o Brasil, e não apenas de trazer, mas também de produzir.

O TEMPO

Já dissemos anteriormente o conceito criado pela Escola dos Annales, tomando este conceito como pressuposto para o início de nossa reflexão podemos inferir que a dimensão que determina a História como ciência é o tempo, sem o homem que a produza e o tempo que permite que seja produzida não existe História como ciência.

Para a cosmovisão reformada a Bíblia é um documento histórico com inspiração divina, portanto nela não encontram-se erros. Como cientistas não podemos entrar na discussão se isso é verdade ou não, mas se criamos teorias e métodos a partir de pressupostos escritos por homens, que admitimos que erram, mesmo que a Bíblia seja acusada de ter erros ainda está autorizada a ser um pressuposto científico. Sendo assim usaremos várias de suas passagens, e a primeira delas é:

“No princípio criou Deus os céus e a terra.” Gn 1:1 é interessante notar que logo no primeiro versículo da Bíblia vemos a criação da dimensão existencial da História, o tempo, os pensadores reformados defendem que Deus criou o tempo, logicamente não está preso a ele e é por essa razão que não podemos estudar Deus pela História, porque simplesmente não podemos colocá-LO no tempo, a não ser a Segunda Pessoa da Trindade. Só podemos estudar historicamente os 33 anos que Jesus esteve como homem na Terra.

Quando digo que a História é a ciências dos homens no tempo, a que tipo de tempo estou me referindo? A escola dos Annales busca a chamada História Total, não é o estudo de tudo na história, mas é o estudo de todas as dimensões que influenciam o homem em seus atos. Bloch combateu incessantemente o reducionismo científico, sendo a Escola dos Annales a primeira a propor a interdisciplinaridade, em Apologia da História ele diz:

“Ora, homo religiosus, homo oeconomicus, homo politicus, toda essa ladainha de homens em us, cuja lista poderíamos estender à vontade, evitemos tomá-los por outra coisa do que na verdade são: fantasmas cômodos, com a condição de não se tornarem um estorvo. O único ser de carne e osso é o homem, sem mais, que reúne ao mesmo tempo tudo isso. (BLOCH, 2002: 132)

Este tempo é um recorte, por exemplo, quero entender os motivos que levaram a missionária americana Mary Chamberlain a criar uma escolinha que ensinasse tanto a filhos de barões quanto de escravos no Brasil Império, então preciso entender o seu tempo, ou seja sua economia, religião, sociedade e por aí vai, compreender a totalidade para fazer uma História Total.

A Bíblia diz que: “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu.”Ec 3:1 esta talvez seja a frase mais histórica de toda a Bíblia, o que significa tempo determinado, significa que nada natural e humano pode acontecer fora do tempo, e do seu tempo.

Nos versículos que se seguem as Escrituras deixam bem claro que não se pode nascer na hora da morte, esse versículo tem implicações bem mais sérias, se levarmos o mesmo princípio para as sociedades, quando a própria Bíblia diz que há tempo de guerra e tempo de paz, podemos afirmar que para que um fato histórico aconteça é necessário que uma série de condições colidam para que permita que o fato ecloda.

Isso é a mesma coisa que perguntar por que um fato acontece em um determinado tempo e não em outro, por exemplo por que a Reforma deu certo com Lutero e Calvino e não com Wicliff e Huss? É só estudar os séculos XIII e XVI para saber. O mais interessante é que as escrituras começam a indagar sobre o tempo com indivíduos e termina com sociedades, mais precisamente nascer e morrer e guerra e paz.

O HOMEM

Na definição de Bloch o tempo é a dimensão existencial da História e o seu produtor é o homem. É aqui que os aparentes conflitos entre historiadores cristãos e ateus eclodem, se o homem é o sujeito da História onde fica Deus, e se Deus pode intervir na História onde fica o homem?

Em Pv 16: 1 encontramos a seguinte afirmação “O coração do homem pode fazer planos, mas a resposta certa dos lábios vem do Senhor.” Quando estudamos a dimensão tempo afirmamos que Deus não pode ser estudado pela História, com exceção de Jesus em seus 33 anos como homem, porque Deus não é preso ao tempo. Antes de nos aprofundarmos nesse assunto, vamos começar esse raciocínio com a seguinte indagação:

O homem controla a História? Eu creio que não, porque para poder controlar a História o homem precisa controlar sua dimensão existencial: o tempo, e ao afirmar que a História é a ciência que estuda os homens no tempo, estou afirmando que o homem é preso ao tempo, e é por justamente ser preso ao tempo que eu posso estudá-lo historicamente. Portanto o homem não controla a História.

Essa afirmação leva a outra implicação, se o homem é o sujeito da história, porém não a controla, então a História faz sentido? Não entraremos nessa longa discussão por uma simples razão, a maioria dos historiadores, com exceção dos marxistas ortodoxos e dos pós-modernos, ou seja todas as outras escolas, admitem que a História faz sentido, ou seja tem uma lógica, mesmo que a não compreenda.

Então como a história faz sentido se o seu produtor não a controla, é aqui onde justamente Pv 16:1 é crucial, a História faz sentido porque existe um ser que não está preso ao tempo que a controla, ou tem o poder de controlá-la se quiser. Como presbiteriana acredito que esse ser é o Deus Cristão, como historiadora estou tentando mostrar que nenhum conceito da Escola dos Annales nega isso, apesar de não afirmar, para que a partir daí possamos criar uma visão reformada da História aqui no Brasil através do mestrado de Ciências da Religião do Mackenzie.

Quero fazer a seguinte ilustração, imaginemos a História como uma fábrica de sapatos cuja filosofia é fordista. Os trabalhadores são responsáveis pela fabricação do sapato, cada um com a sua função, se sair falhas ele será responsabilizado e sofrerá as conseqüências disso, ele participou da produção, ele fez o sapato, porém não a controlou.

O homem não pode controlar o tempo não apenas porque está preso a ele, mas porque também não pode controlar todas as dimensões que o cercam. Imagine uma Guerra, se cada general pudesse controlar o resultado final, quem venceria a guerra? Além disso há fatos na História que simplesmente não tem explicação objetiva e sim subjetiva, como explicar que um gênio militar como Napoleão invadiria o maior país da Europa no inverno, onde as temperaturas podem chegar a 50 negativos, se não por sua vaidade que o cegou e passou a acreditar que era invencível.

Outra razão, não conseguimos estudar história por fatos isolados, para entender a Reforma preciso entender a Idade Média, e para entender a Idade Média para entender a Reforma preciso entender as Causas do Fim do Império Romano e assim vai. Percebemos que os fatos históricos estão interligados e se existe uma interligação entre eles podemos afirmar então que existe uma lógica nisso tudo.

Tomemos como exemplo a Batalha de 1588 entre a Espanha, Inglaterra e Holanda, a maior marinha do maior Império do mundo, a Espanha, que jamais perdera uma batalha, conhecida como a Invencível Armada versus barcos ingleses, que mal haviam se constituído como nação e holandeses, que estavam em plena guerra pela a independência contra essa mesma Espanha. Quem venceu?

Na História não existe se, ou é ou não é, mas vamos admitir que a Espanha tivesse vencido, Felipe II esmagaria a nascente Inglaterra e finalmente acabaria com a Guerra de Independência Holandesa, implantaria a inquisição e o protestantismo morreria nesses dois países no nascedouro.

Pelo lado inglês a Igreja Presbiteriana não teria se desenvolvido e provavelmente puritanos não teriam migrado para os EUA no famoso May Flower e não seria organizada a Presbiterian Church of United States, esta portanto não teria criado o Princeton College, onde Ashbell Green Simoton jamais poderia ter tido sua experiência religiosa ao qual entendeu que recebeu um chamado de Deus para Missões, assim como outros missionários presbiterianos como George e Mary Chamberlain, eles jamais teriam vindo ao Brasil e a Igreja Presbiteriana do Brasil não existiria assim como Mary Chamberlain não criaria a Escola Americana o que hoje é o Mackenzie.

Pelo lado holandês a Igreja Reformada Holandesa seria esmagada e no século XIX Abrahan Kuyper não teria também a sua experiência religiosa e jamais sentiria o desejo de organizar uma instituição educacional com a intenção de formar uma nova elite reformada na Holanda, assim jamais seria criada a Universidade Livre de Amsterdã, onde não seria possível que no início do séc.XXI um grupo de cientistas desta universidade se reunisse e criassem uma teoria que visse a história com olhos reformados.

Portanto eu jamais me tornaria presbiteriana, jamais estudaria no Mackenzie e jamais entraria em contato com essas idéias e jamais escreveria isso. Se isso não for um exemplo de que os fatos históricos estão interligados em uma lógica histórica e que a História faz sentido eu não sei mais o que poderia ser.

A HISTÓRIA

É lógico que ao admitir que a História faz sentido surge a natural indagação, que sentido é esse, qual é o sentido da história? Uma pergunta mais filosófica que histórica. Eric Hobsbawn em Sobre História admite que o historiador pode até fazer previsões tendo como base exemplos históricos e análises do presente, mas o mesmo não é um Profeta.

Como Reformados não podemos cometer o mesmo erro que os marxistas ortodoxos que tanto combatemos ao defender uma história determinista e escatológica. Tentar provar que estamos vivendo os fins dos tempos através de análises pseudo-históricas é um erro tremendo por uma simples razão, só conseguimos abstrair um determinado período de tempo quando estamos um pouco distante dele, e também não podemos arranjar uma desculpa que estamos fazendo história do tempo presente que é uma coisa completamente diferente. Portanto deixemos essa indagação para os filósofos.

Está lançada a pedra fundamental, a estratégia é provar que nenhum conceito da Escola dos Annales, uma escola reconhecida como histórica e muito respeitada não é contraditória com os conceitos bíblicos acerca da História e a partir daí tentar criar uma visão reformada da História. É possível fazermos isso, afinal de contas foi o próprio Bloch que disse:

“O cristianismo é uma religião de historiador. Outros sistemas religiosos fundaram suas crenças e seus ritos sobre uma mitologia praticamente exterior ao tempo humano; como Livros Sagrados, os cristãos tem livros de história, e suas liturgias comemoram, com os episódios da vida terrestre de um Deus, os faustos da Igreja e dos santos. Histórico, o cristianismo o é ainda de outra maneira, talvez mais profunda: colocado entre a Queda e o Juízo, o destino da humanidade, cada ‘peregrinação’ particular, apresenta, por sua vez, o reflexo; é nessa duração, portanto dentro da história, que se desenrola, eixo central de toda meditação cristã, o grande drama do Pecado e da Redenção. (BLOCH, 2002 : 42)



Se a nossa fé é uma fé de historiador, então estamos autorizados a fazer História através dela. Em A Escrita da História Michel De Certeau defendeu que a História é uma produção resultante de uma práxis que tenta compreender a realidade, esta produção além de estar carrega com as ideologias de quem a produziu, está comprometida com o lugar de produção.

“Toda pesquisa historiográfica se articula com um lugar de produção sócio-econômico, político e cultural. Implica um meio de elaboração que circunscrito por determinações próprias: uma profissão liberal, um posto de observação ou de ensino, uma categoria de letrados, etc. Ele está, pois, submetida a imposições, ligada a privilégios, enraizada em uma particularidade. É em função deste lugar que se instauram os métodos, que se delineia uma topografia de interesses, que os documentos e as questões, que lhes serão propostas, se organizam.” (DE CERTEAU, 2010 : 66 – 67)

O grande Michel De Certeau admitiu que toda produção historiográfica leva consigo as marcas do seu lugar de produção, sem que com isso perda sua objetividade, portanto se dois cientistas da curso de ciências da religião da Universidade Presbiteriana Mackenzie quiserem produzir ciência, neste caso história, com olhos reformados, estão nada mais e nada menos cumprindo as palavras do grande mestre francês.

QUAL SERIA O CONCEITO DE HISTÓRIA EM UMA VISÃO REFORMADA?

Talvez esse diagrama ajude a compreender:



O Homem está no centro porque são as ações dele que estudamos para entender a História, o envolvendo completamente está a dimensão existencial da História, o tempo, e envolvendo completamente o homem e o tempo, Deus, o Deus Cristão, criador tanto do homem como do tempo. O homem continua sendo o produtor da História, mas é Deus que dá sentido a ela.

Em História e Memória, o grande historiador do medievo, Jacques Le Goff afirmou que a palavra história vem do “... grego histor ‘testemunha’ no sentido de ‘aquele que vê’...” (LE GOFF, 1996 : 17) a História seria então a maior de todas as testemunhas, porque ela seria a testemunha dos atos humanos que colidem para a realização da lógica divina.

Teríamos enfim a seguinte definição de História vista por olhos reformados, que chamaremos de História Reformada: a ciência que estuda as ações humanas no tempo para perceber uma lógica que só pode ser explicada pela existência de um ser superior ao tempo, que pela fé acreditamos ser o Deus Cristão.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BLOCH, Marc. Apologia da História ou o ofício de historiador. Editora Jorge Zahar. Rio de Janeiro – RJ. 2001

DE CERTEAU. A Escrita Da História. Editora Forense Universitária. 2ª Ed. Rio de Janeiro – RJ, 2010

LE GOFF, Jacques. História e Memória. Editora da UNICAMP. 4ª Ed. Campinas – SP, 1996


Prof. Jaquelini Souza
Formada em História pela Universidade Regional do Carriri/CE e Mestrando em Ciências da Religião pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.